Nufarm

Engº Bruno Gomes, Director-Geral da Nufarm Portugal, em entrevista à Executive Digest

Março 2016

A filial portuguesa encetou um processo de reestruturação que con uiu na constru- ção de uma estrutura adaptada aos desa os e crescentes exigên- cias do mercado, conta o seu director- -geral, Bruno Gomes

Continuamente a inovar

Num País com “duas agriculturas”, como Portugal, a Nufarm tem vindo a procurar responder a novas necessidades e conceitos, investindo em inovação. Um trabalho que lhe tem granjeado crescimento.

E a verdade é que, nos últimos dois anos a Nufarm Portugal registou um crescimento acumulado superior a 30%, num mercado que, no mesmo período, cresceu perto de 10%. Actualmente, a Nufarm oscila a sua participação de mer- cado entre a 5a e a 6a posição. Com mais detalhe, verifica-se que o crescimento registado é proporcional e consistente em todas as famílias de produtos, o que faz com que a empresa se destaque no mercado e seja vista como atraente para os seus parceiros.

«A evolução assenta numa vertente quantitativa na medida em que produzimos com maior rentabilidade pelo melhor uso/ mais eficiente dos factores de produção, ou seja, a mesma área fundiária produz mais. No entanto, esta evolução também se assume como qualitativa uma vez que existe uma grande capacidade dos agricultores em produzir novas culturas de acordo com a procura mundial de valor acrescentado em detrimento das principais commodities agrícolas. Há a utilização racional de produtos cada vez mais respeitadores do meio ambiente e tecnologia ao serviço da proteção do meio ambiente e do aplicador. Um exemplo claro é a nossa recente pro- posta ao mercado de produtos cúpricos com novas formulações (resultantes de elevada tecnologia de fabrico) que per- mitem a aplicação agronómica de baixas doses por hectare e consecutivamente a dosagem de menor cobre metálico no ambiente», acrescenta Bruno Gomes. E lembra a constatação histórica, que se mantém verdadeira no mundo agrícola dos dias de hoje: teremos de ser capazes de produzir cada vez mais e melhor, com recursos cada vez mais escassos.

Mas a verdade é que o crescimento registado no sector agrícola terá tido, de alguma forma, um efeito de contágio à maioria das indústrias que lhe estão associadas. O que, no caso da Nufarm, enquanto empresa global, a levou a encetar nos últimos anos um proces- so de reestruturação que, na sua filial portuguesa, confluiu na construção de uma estrutura adaptada aos desafios e crescentes exigências do mercado por- tuguês, um mercado em expansão, cada vez mais profissionalizado e focado na rentabilidade da sua actividade.

De lembrar que a Nufarm Portugal é uma filial da empresa australiana Nufarm Limited que tem produção instalada na Austrália, Nova Zelândia, Ásia, América e Europa (França, Reino Unido e Áustria). E que, a par desta capacidade de produção, a estrutura da Nufarm Portugal permitiu não só, um acompanhamento eficaz da expansão da agricultura portuguesa, mas também contribuir de forma activa para o desenvolvimento dos seus parceiros de negócio.

Acompanhar o crescimento Do sector

A Nufarm comercializa produtos fito-farmacêuticos com uma orientação de negócio Business2Business reforçada com uma estratégia de comunicação e Marketing Business2Consumer. Isto é, a Nufarm concentra a sua acção comercial no canal da Distribuição que está a montante do canal de consumo o qual é composto pelos agricultores, estabelecendo com estes, canais de ligação, comunicação e cooperação bastante estreitas.

Visita com os Distribuidores à Casa-Mãe da Nufarm, Laverton, Melbourne, Austrália
Nos últimos dois anos a nufarm Portugal registou um crescimento acumulado superior a 30%, num mercado que, no mesmo período, cresceu perto de 10%. Actualmente, a Nufarm oscila a sua participação de mercado entre a 5a e a 6a posição

A oferta da Nufarm estende-se então entre algumas soluções para a agricultura e está organizada num portefólio de pro- dutos segmentado de acordo com as suas finalidades e das necessidades dos seus clientes. Portefólio este que é constituído por produtos com maior diferenciação e produtos genéricos. «Assim, a Nufarm preconiza uma oferta diversificada de produtos, bem adaptada ao mercado português, assentando na qualidade e competitividade quer dos seus produtos quer dos serviços. Toda a equipa da Nu- farm partilha desta dinâmica, focada nos nossos clientes o que nos tem permitido receber cada vez mais a atenção do tecido agrícola, permitindo assumir a Nufarm como uma das empresas com as quais a agricultura portuguesa tem contado no âmbito da protecção de culturas», sublinha o responsável.

Em que medida este crescimento da actividade tem ditado a procura de no- vos produtos e serviços por parte dos agricultores? Segundo Bruno Gomes, a procura de novos produtos e serviços está directamente relacionada com a es- truturação de todo o sector agrícola. De forma transversal, no País existe maior organização dos produtores agrícolas, em sector cooperativo e privado, bem como a pro ssionalização dos agrupamentos de produção, o que altera o processo de compra. «O processo de compra é agora um processo bastante dinâmico e pro- ssionalizado com consultas múltiplas e agrupadas cujos pedidos têm quase, podemos dizer, cariz de auditoria. A título de exemplo, uma exigência efectuada pela Tesco relativa a uma determinada variedade de maçã, traduz-se num pedido especí co de uma organização de produtores acerca do per l de uma substância activa. Nós estamos preparados para, de forma expedita, respondermos a essa necessidade. Um dos serviços que agregamos ao produto é o intercâmbio de conhecimentos técnicos entre países e pro ssionais de referência de várias culturas para que, agregando conhecimento técnico e experimental em determinada doença, praga ou infes- tante se possa decidir com o máximo de informação possível. O que faz com que a decisão de compra pondere factores económicos, técnicos e ambientais».

No País existe maior organização dos produtores agrícolas, em sector cooperativo e privado, bem como a profissionalização dos agrupamentos de produção, o que altera o processo de compra. «O processo de compra é agora um processo bastante dinâmico», diz Bruno Gomes

No que diz respeito ao mercado portu- guês, um dos pilares para o desenvolvimento da empresa tem sido a «dinâmica anímica da sua equipa jovem» que apresenta um conjunto de competências técnicas, comerciais e relacionais e agilidade ao longo de todos os processos: «Temos como comprometimento acrescentar valor ao negócio dos nossos parceiros, ampliando e adequando o nosso portefólio às suas necessidades. Constituímo-nos como plataformas efectivas na expansão do negócio dos nossos parceiros». O exemplo mais recente prende-se com a inclusão de produtos provenientes da sinergia/parceria com a Sumitomo que permitem à empresa alargar o segmento de produtos reguladores de crescimento. «Acompanhamos uma grande tendência de mercado: melhorar o rendimento da cultura das macieiras através do aumento de calibre e qualidade da maçã segundo as exigências de cada um dos mercados de exportação».

In Executive Digest - Março de 2016
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